sexta-feira, 15 de abril de 2016

Mais fotos



A cidade onde tenho estado mais tempo: Vavuniya
(escrita nos tres alfabetos: cingalês, tamil e latino)


Ao tirar a fotografia anterior, do outro lado
da estrada estava alguém a observar-me

Uma das ruas da cidade de Vavuniya


Um dos templos hindus desta cidade


Outro templo hindu


A Igreja de Sto.António, nossa Paróquia


O interior da Igreja meia hora antes da celebração
do dia de Pascoa


Procissão no final da missa do dia de Páscoa,
com a imagem de Jesus Ressuscitado


Uma das turmas a quem dou aulas


Outra das turmas


O ensino aqui é feito com a ajuda de computadores 


A fazer de conta que explico


No final da aula


Tal como em outros Centros JC:HEM, os alunos aqui têm,
também eles, de ensinar outros (procurando assim, com o
que receberam, servir a comunidade na qual estão inseridos).
Neste caso escolheram trazer um grupo de crianças
de uma aldeia não longe daqui para lhes dar algumas aulas.

Um dia em que os voluntários de Vavuniya decidiram ir
jantar fora (tenho ainda de aprender melhor a tirar selfies):
Thiranjala (do Sri Lanka), Donny (da Índia) e Kathleen (dos EUA)


No nordeste do Sri Lanka, em Mullaittivu,
a zona que mais sofreu no final da guerra


Algumas das paisagens aqui são lindíssimas, com uma serie de lagos
e de lagoas. Nesta aqui vê-se uma abertura para o Oceano Índico


Visita ao nosso Centro de Mullaittivu. Mais exactamente,
o nome da povoação é "Pudukuduirippu" (precisei de algumas
semanas para conseguir memorizar e pronunciar este nome...)


No dia 10 de Março passado, o P.Stan Fernandes SJ, director do
JRS do Sul da Asia, e o P.Tom Smolich SJ, novo director do JRS
Internacional (na terceira fila / com o colar de flores) fizeram-nos
uma visita. Há mais de 15 anos, conheci o P.Tom em Angola,
era ele na altura o Provincial da Califórnia)


Reunião com um pequeno grupo de Professoras de Escolas
Primárias apoiadas pelo JRS (são cerca de 300 os professores 
apoiados pelo JRS no ensino primário e secundário)


Ainda em Pudukuduirippu: depois dos tempos tao difíceis
da guerra uma grande Igreja está agora a ser aí construída


No espaço à frente da Igreja. Mais do que o futebol,
aqui o jogo mais popular é o cricket


(tal como no caso do basebol, confesso nunca consegui
chegar a compreender bem as regras deste jogo…)


Um sinal de transito curioso que aqui se encontra.
Fez-me lembrar um outro, parecido que publiquei
na 5a foto deste meu post de 2012:
luisferreiradoamaralsj.blogspot.com/2012/05/em-kakuma.html)

Em Batticaloa, no leste da ilha: a Igreja onde teve lugar
a ordenação sacerdotal de um Jesuíta do Sri Lanka


Um sítio perto de nossa casa onde, quando posso,
vou no final do dia, de bicicleta.


Nessa altura costuma aparecer aí uma grande
quantidade de pássaros (corvos, garças, aquilo que parecem
ser periquitos, e outras aves que não sei identificar)


18h20: o dia a chegar ao seu fim...











segunda-feira, 7 de março de 2016

De volta ao Sri Lanka

Após quase dois anos sem publicar nada, venho finalmente reactivar este blog e trazer notícias novas.

Estou desde o dia 19 de Fevereiro no Sri Lanka, a trabalhar de novo com o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS), no mesmo projecto de ensino à distância no qual estive a trabalhar anteriormente (cfr. www.jc-hem.org). Desta vez, porém, a duração do meu trabalho com o JRS será de três meses apenas.

(em 2012-2013, durante os seis meses da chamada "Terceira Provação", estive já no Sri Lanka:
- luisferreiradoamaralsj.blogspot.com/2012/09/terceira-provacao-no-sri-lanka.html

No final de 2014 fui contactado pelo JRS para ajudar na implementação do programa JC:HEM no Sri Lanka. Nessa altura não foi possível corresponder, pois eu era o único padre na Paróquia de Nossa Senhora do Amparo, em Portimão.

Em Fevereiro deste ano pude já vir, uma vez que nessa Paróquia de Portimão se encontra agora também o P.Frederico Cardoso Lemos, sj.

O programa JC:HEM foi então lançado no Sri Lanka em 2015: inicialmente em Mannar e, em seguida, em Vavuniya (ver mapa seguinte).

Quando eu cheguei a este País, o JRS estava a preparar o lançamento de um terceiro Centro: na zona de Mullaittivu.

A zona norte da ilha - particularmente a zona de Mullaittivu - foi a que mais sofreu com a guerra civil de 1983-2009, sobretudo na sua parte final.

Neste momento estou a dar aulas de inglês no nosso Centro de Vavuniya e a preparar a instalação dos computadores para o o Centro de Mullaittivu.







A casa dos Jesuítas à saída de Mannar
(em Adampan), onde fiquei nos primeiros dias.


A comunidade dos Jesuítas em Adampan.

O Centro do JRS em Mannar.

Uma das salas de aulas do Centro de Mannar.


A outra sala de aulas de Mannar.


Esta foto é já uma das salas de aulas do Centro de Vavuniya,
onde agora me encontro.

Cerimónia de inauguração do Centro de Mullaittivu
(onde falta ainda instalar os computadores).


Uma viagem minha de autocarro de Mannar para Vavuniya.
À frente pode-se ver uma imagem de um dos deuses hindus...
mas, mais à frente ainda, também uma imagem de Nossa Senhora.


No princípio até havia bastantes lugares vazios. Mas, ao
longo da viagem (2h30), o autocarro foi enchendo, e bem...


Os trabalhadores e voluntários dos três Centros (Mannar, Vavuniya e Mullaittivu).
Jesuítas e leigos de várias nacionalidades a trabalhar em conjunto:
além do Sri Lanka, há pessoas vindas Índia, dos EUA, da Rep.Checa e de Portugal.

Mais informação em:
ou em





sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Últimos Votos

Algumas fotos da celebração dos meus últimos votos, na Igreja de São Paulo em Braga, no dia 31 de Julho de 2014, dia de Santo Inácio de Loiola. Nessa mesma ocasião os Jesuítas em Portugal celebravam os duzentos anos da restauração da Companhia (1814-2014). A Missa foi presidida pelo nosso Superior Provincial, o Padre José Frazão Correia.










Eis as palavras ditas por mim no final da celebração:

Há pouco mais de 20 anos atrás, a minha vida teve uma mudança radical. Uma mudança nada planeada, e que não estava de todo prevista.

Como a tantos outros, muitas vezes me têm perguntado sobre a minha vocação, sobre o meu chamamento. Trata-se de algo que é ao mesmo tempo “simples” e “difícil” de explicar.

“Simples” porque posso dizê-lo em quatro ou cinco palavras apenas. “Difícil” porque (pelo menos para quem não o experimentou por dentro) é difícil que estas palavras façam a menor justiça à realidade.

A mudança de rumo na minha vida está ligada ao facto de ter ficado literalmente fascinado com uma pessoa.

Curioso verificar que, apesar separado no tempo de quase 2000 anos, a ligação de Jesus de Nazaré connosco/comigo se torna possível. (E com um impacto bem real no aqui e agora da minha vida).

Com o passar do tempo, e com o aprofundamento deste conhecimento, este fascínio não só não se esgota (como parece ser o que acontece com tanta coisa neste mundo), mas na verdade até cresce.

Diz São Paulo: “considero tudo como lixo, comparado com o conhecimento de Jesus”. E diz ainda: “vivo na fé do Filho de Deus que me amou e Se entregou a Si Mesmo por mim”.

Quando porém tentamos seguir Jesus, caminhar como Ele caminhou, é que vemos que afinal não tão é fácil como podíamos antes ter imaginado... Surpreendentemente às vezes até mesmo nas coisas mais simples, nos passos que parecem mais pequenos podemos falhar tão redondamente – algo que nos faz voltar o nosso olhar para Jesus com uma ainda maior admiração!…

O cálice que nos é dado beber é um cálice que é doce… e ao mesmo tempo também amargo. E amargo sobretudo nos momentos em que, mesmo tentando, não tive a sabedoria ou a virtude para corresponder a “tanto bem recebido”. Recordo-me agora das palavras de Pedro: “Senhor, Tu sabes tudo…”. Tu bem sabes, Senhor…

No entanto, sei bem que não é a minha fidelidade (ou falta dela) o mais importante. Ele (e a Sua fidelidade) é o mais importante. E, diante disso, o resto é mesmo secundário…

Ao longo destes 20 anos, é impressionante para mim ver a quantidade de horizontes tão novos que foram sendo abertos na minha vida. Algo que tanto tem enriquecido a minha vida. E dou graças a Deus por isso…

A vela do meu barco é pequena e triangular. Por isso enquanto outras embarcações parecem avançar tão bem com ventos de popa, é com ventos cruzados que o meu pequeno barco parece navegar melhor.

Algumas vezes, porém, o mar chegou a ficar de tal maneira encapelado que cheguei a perguntar-me “onde é que eu me vim meter?!...”. Mesmo nesses momentos, porém, sei bem que em nenhum outro caminho, seguindo a nenhum outro Senhor (mesmo que isso fosse possível) a minha vida seria tão cheia, tão plena de sentido – e isto mesmo nos momentos difíceis (ou se calhar ainda mais nesses momentos!). Lembro-me que no dia da minha entrada no Noviciado disse-me durante Missa o P.António da Silva (já com uns 80 anos): “Vale bem a pena!”. Tinha toda a razão!

Um dos traços próprios da nossa vocação é este andar “de terra em terra”. O próprio Jesus nos diz então que, ao contrário das raposas e dos pássaros, é natural que não tenhamos para nós tocas ou ninhos (uma ou outra vez se calhar até apetecia...).

Jesus diz que não tem sequer onde reclinar a cabeça. Mas isso é para Ele, que foi à frente: nós sim, temos onde reclinar a cabeça, tal como São João tão visualmente nos mostra no seu Evangelho. E é isso que dá força e sentido à nossa vida.

Dou graças a Deus pela vida que Ele me deu.
Dou graças a Deus pela vocação que Ele me deu.


(cfr. Fil 3,8; Gal 2,20; EEs [233]; Jo 21,17; 1ª Jo 3,20; Mc 4,37; Mt 9,35; Lc 9,58; Jo 13,23)




(texto com a fórmula dos últimos votos no post anterior)