quarta-feira, 9 de abril de 2014

Pe. Frans van der Lugt, SJ

Do Serviço de Imprensa dos Jesuítas em Roma:

Fr. Frans van der Lugt


"Hoje de manhã [7 de Abril], um grupo de homens armados e de rosto coberto levaram à força da nossa residência em Homs (Síria) o Padre Frans van der Lugt, executando-o depois com armas de fogo. Holandês de origem, o P.Frans tinha nascido em 1938. Tendo entrado na Companhia de Jesus em 1958 foi ordenado sacerdote em 1971. Encontrava-se na Síria desde 1960. Apesar do perigo, tinha voluntariamente decidido permancecer na cidade de Homs, como expressão de solidariedade para com as pessoas que não tinham podido abandonar a cidade. Tenhamo-lo presente na nossa memória e na nossa oração".


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Inesperada Mudança


Há já algum tempo não publico notícias: nos últimos meses surgiram umas novidades algo imprevistas.

Assim em Dezembro do ano passado, quando estava ainda no Chade, viemos a saber que o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) iria fazer um corte significativo ao apoio dos programas do JRS no Chade (que incluem educação primária e secundária). Uma vez que apenas faz sentido lançar o ensino superior a refugiados se estiver assegurado também o ensino primário e secundário, a expansão para o Chade do programa JC:HEM - no qual eu tenho estado a trabalhar - ficou então nessa altura posta em causa.

A somar a isso, soubemos poucos dias depois que o orçamento para a expansão do projecto JC:HEM para os próximos anos iria também ser bem menor do que aquilo que estávamos a contar. Isto devido ao seu principal patrocinador ter decidido financiar apenas uma parte da expansão proposta.

Por causa da incerteza em relação ao futuro, acabei então por vir para Portugal. Cheguei fez agora dois meses. A ideia era ficar por Portugal até que o futuro do projecto se clarificasse. 

Há uns dias atrás, porém, vim a saber que pelo menos por agora o programa JC:HEM não se irá afinal expandir para novos Países. Uma vez que ao Chade já não será necessário regressar (já que a execução do programa nesse País será assegurada pela equipa local do JRS), acabarei por isso voltar a trabalhar em Portugal.

Estou neste momento em Portimão, a trabalhar numa Paróquia confiada à Companhia de Jesus: de Nossa Senhora do Amparo. Vim para aqui pouco depois da minha chegada a Portugal, para substituir um outro Padre Jesuíta que aqui trabalhava e que teve entretanto um AVC (felizmente não muito forte: tem estado a recuperar bem).

E ficarei a trabalhar nesta Paróquia durante os próximos tempos. Após a tomada de posse do nosso novo Provincial (no próximo mês de Março) é que será tomada a decisão definitiva sobre a minha próxima missão e o local para onde irei trabalhar. Quando depois tiver mais notícias espero publicá-las aqui. Abraços a todos.




domingo, 8 de dezembro de 2013

Em Três Campos

Tivemos recentemente a visita no Chade da Directora Internacional do programa JC:HEM no qual estou a trabalhar. A visita destinava-se a confirmar a vinda deste programa para o Chade, bem como a escolher o campo de refugiados concreto onde este programa deveria começar. Visitámos três campos diferentes (todos eles no leste do País, junto à fronteira com o Sudão: refugiados do Darfur). Publico em seguida algumas fotos e videos dessa visita.



Com alguns membros da equipa do JRS no Chade.
No centro, em destaque, está o Sr. Oumar,
motorista do JRS e o homem mais alto
que até agora conheci: 2,07 metros.


O Director Regional do JRS para a África Ocidental,
Alberto Plaza sj, a Directora Internacional do
programa JC:HEM, Mary McFarland, e o
vice-representante no Chade do ACNUR
(Alto Comissariado das Nações Unidas
para os Refugiados)


A embarcar num dos vários voos que fizemos.

Visitando um dos campos de refugiados

Reunião com alunos e professores
de um dos campos, potenciais
interessados no programa.


Reunião com uma associação de Pais e Professores
de um dos campos.


Reunião com alunos e professores noutro dos campos


Apesar dos refugiados serem do Sudão (Darfur),
a maior parte tem grandes dificuldades com o inglês.
As reuniões precisaram por isso de um intérprete
que traduzisse de inglês para árabe, e vice-versa.


Só depois de chegar aqui percebi verdadeiramente
a grande utilidade de proteger a cabeça desta maneira:
além do intenso sol, a poeira por estas zonas é muita.
Ao tapar a cabeça - e muitas vezes também a cara -
não se fica com a poeira entranhada na cara e no cabelo
(numa zona onde de resto a água é um bem escasso).


Fotografia de grupo depois de uma reunião num dos campos.
Goodbye! À bientôt insha'Allah...


A maior parte dos voos foram feitos em pequenos aviões
(das Nações Unidas) mas um deles foi feito neste helicóptero.



As paisagens desta zona do mundo: deslumbrantes...










Leito seco de um rio: a água corre apenas no tempo das chuvas. 





Vídeo de um minuto do helicóptero a levantar voo
(partimos poucos minutos depois do nascer do sol)
Consegue-se ver a sombra do helicóptero no chão.



Voando bastante mais baixo, as vistas
são diferentes das dos aviões. Aqui passando
junto a uma cordilheira de montanhas.




quarta-feira, 30 de outubro de 2013

no Chade

Faz hoje vinte anos que entrei na Companhia de Jesus - uma data tão importante e tão marcante para a minha vida. Dou muitas graças a Deus pela minha vida, pela minha vocação e por "tanto bem recebido" ao longo destes vinte anos, para usar as palavras de Sto.Inácio. Incontável a quantidade de horizontes novos - exteriores e interiores - que diante de mim se foram abrindo desde então; e de outros que continuam a abrir-se mais e mais...

Resolvi por isso - e também por há bastante tempo não dar sinal de vida por este meio - publicar hoje pelo menos algumas linhas.

Estou desde há umas semanas no Chade, para ajudar a lançar neste País o projecto do JRS no qual tenho estado a trabalhar nos últimos anos: JC:HEM (Jesuit Commons: Higher Education at the Margins)

Tenho até agora estado apenas na capital (Ndjamena). Isto por não ter recebido ainda a autorização oficial para poder entrar nos campos de refugiados. Esta semana, porém, chegaram finalmente as tais autorizações - para mim e para outras pessoas do JRS que estavam também à espera delas. Contamos por isso partir nos próximos dias para os campos (que ficam leste do País, junto à fronteira com o Darfur/Sudão).

A equipa do JRS-Chade conta actualmente com várias dezenas de pessoas: além de chadianos, há espanhois, burundenses, camaroneses, franceses, norte-americanos, marfinenses.

Neste momento ainda não tirei ainda nenhum fotografia. Mas espero ter algumas para publicar da próxima vez.