domingo, 31 de março de 2013
domingo, 3 de março de 2013
Quase de Partida
As últimas semanas da nossa Terceira Provação foram ocupadas principalmente com o estudo das Constituições da Companhia de Jesus. Tendo agora o programa da Terceira Provação terminado, conto deixar o Sri Lanka muito em breve (já no próximo dia 5 de Março).
A minha próxima missão vai ser na Tailândia, num campo de refugiados que fica junto à fronteira com a Birmânia (Myanmar). Aí continuarei a trabalhar com o JRS no mesmo projecto de ensino superior à distância para refugiados (cfr. www.jc-hem.org).
Mas fiquei impressionado ao ver que, mesmo depois de 350 anos de os portugueses terem deixado a ilha, esta língua ainda é por eles falada: é a língua usada para falar em casa (embora não seja escrita).
O sotaque deles é um pouco diferente do nosso (talvez mais parecido com o do Brasil ou de Cabo Verde). E também não consegui identificar imediatamente todas as palavras que eles usavam, quer por eles usarem palavras de português antigo (que nós já não usamos), quer por algumas das palavras por eles usadas terem sofrido uma evolução fonética diferente da nossa ao longo do tempo.
E para dar um pouco uma ideia dos ritmos musicais destas paragens, termino com um cântico religioso em tamil. Depois de o ouvir duas ou três vezes ele parece ser contagiante.
A letra diz basicamente que tudo neste mundo passa... mas que, apesar disso, mesmo já aqui podemos encontrar algo que permanece, algo que é eterno.
O título do cântico é "Neeye Nirandaram", que quer dizer "Tu [Jesus] és eterno" ou "Tu estás sempre comigo".
A minha próxima missão vai ser na Tailândia, num campo de refugiados que fica junto à fronteira com a Birmânia (Myanmar). Aí continuarei a trabalhar com o JRS no mesmo projecto de ensino superior à distância para refugiados (cfr. www.jc-hem.org).
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Ainda aqui no Sri Lanka, no nordeste do País, fui apresentado recentemente a uma família que pertence à comunidade étnica do Sri Lanka conhecida como "Portuguese Burghers". Trata-se, na sua maioria, de descendentes de portugueses (ou de casamentos mistos) de séculos passados.Mas fiquei impressionado ao ver que, mesmo depois de 350 anos de os portugueses terem deixado a ilha, esta língua ainda é por eles falada: é a língua usada para falar em casa (embora não seja escrita).
O sotaque deles é um pouco diferente do nosso (talvez mais parecido com o do Brasil ou de Cabo Verde). E também não consegui identificar imediatamente todas as palavras que eles usavam, quer por eles usarem palavras de português antigo (que nós já não usamos), quer por algumas das palavras por eles usadas terem sofrido uma evolução fonética diferente da nossa ao longo do tempo.
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Dessa família não tenho comigo nenhuma foto. Mas publico fotografias de outras visitas que entretanto fizemos juntos durante a nossa estadia no Sri Lanka.![]() |
| Há uns meses atrás visitámos a "Casa de Retiros Flutuante". Trata-se de um centro cristão de oração, criado por um Padre da Diocese de Colombo. Fica numa zona bastante verde e onde a água é abundante. Na foto um dos muitos lugares de oração deste centro: uma barca a recordar a barca de Pedro. |
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| O nome oficial desta casa de retiros - "Supuwath Arana" (espaço da boa nova). Aqui à entrada o seu nome escrito em três alfabetos diferentes: cingalês, tamil e, felizmente, também em inglês (quando os letreiros estão escritos apenas nos dois primeiros alfabetos, fica mais difícil para um - literalmente - analfabeto como eu os conseguir ler). |
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| No centro podem-se encontrar dezenas de cenas do Antigo e sobretudo do Novo Testamento. Aqui a criação do ser humano. |
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A cena da lavagem dos pés.
Todas as figuras são em tamanho natural.
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| As cenas têm por objectivo ajudar as pessoas que aqui vêm rezar a meditar nas cenas bíblicas. O centro tem uma área de 26.300 m2 |
| Como acontece com praticamente todos os espaços de culto nesta zona do mundo (cristãos e não cristãos), como sinal de respeito não é suposto andar aqui com os sapatos calçados. |
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Em cada semana um grande número de crentes
passa por este centro para rezar.
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| O programa do centro inclui também momentos de celebração onde por vezes se chegam a reunir milhares de pessoas. Muitas vezes estes encontros são transmitidos pela televisão. |
Outra das visitas que fizemos há uns tempos:
ao orfanato dos elefantes (não muito longe de Kandy).
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| No interior do terreno os elefantes andam à solta e os visitantes podem se aproximar deles. |
Aqui o momento em que um dos elefantes
começou lentamente a aproximar-se de mim.
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É impressionante ver como estes animais,
tão grandes e com tanta força, podem
ao mesmo tempo ser tão dóceis e sociáveis. |
Nas novas instalações da Cúria Provincial dos Jesuítas do Sri Lanka,
inauguradas há três meses atrás. Incluem também uma enfermaria
onde se encontram os quartos dos Jesuítas mais idosos (na foto).
Mais ao fundo, a capela da comunidade.
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| O sacrário da capela da comunidade. |
E para dar um pouco uma ideia dos ritmos musicais destas paragens, termino com um cântico religioso em tamil. Depois de o ouvir duas ou três vezes ele parece ser contagiante.
A letra diz basicamente que tudo neste mundo passa... mas que, apesar disso, mesmo já aqui podemos encontrar algo que permanece, algo que é eterno.
O título do cântico é "Neeye Nirandaram", que quer dizer "Tu [Jesus] és eterno" ou "Tu estás sempre comigo".
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Ainda Mannar e Outras Visitas
Ainda algumas fotos de Mannar e de outros locais que visitei:
Numa outra visita surpreendemos uma cobra a matar e a devorar um lagarto
(que parecia ser maior do que ela e do que a sua boca). O disfarce natural
da cobra parece ser perfeito, já que a sua cabeça se confunde com uma folha
(e a sua pele muda de cor conforme a situação onde está). O VÍDEO não é
recomendado para pessoas impressionáveis...
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| A Catedral de Mannar. Ao contrário de outras partes do Sri Lanka, a religião dominante nesta zona - e especialmente na cidade de Mannar - é o cristianismo. |
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| Um dos muitos presépios que se viam um pouco por toda a ilha de Mannar. Este, ao lado da Catedral, era em tamanho natural. |
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| Como se pode ser nesta foto e na anterior, o modo de vestir aqui é algo diferente daquele a que estamos habituados. Mas também muito bonito. |
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| Uma árvore antiga no centro de Mannar (ligada a uma imagem de Nossa Senhora) que dizem ser ainda do tempo dos portugueses. |
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| Com dois outros Jesuítas (um do Sri Lanka e outro da Índia) em Talaimannar, mesmo na ponta da ilha (e quase a tocar na Índia: do pontão por detrás de nós até ao continente são menos de 30km). |
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| Nas estradas por aqui tem de se conduzir com mais cuidado: tantas vezes cabras, vacas, burros selvagens (ou elefantes, no leste da ilha) podem ter decidido estacionar no meio do caminho. |
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| Um modo de viajar no Sri Lanka que vem do tempo dos ingleses. |
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| O problema é que a população desde então aumentou mais um bocadinho. Por isso pode por vezes não ser assim tão fácil encontrar-se algum espaço livre dentro das carruagens... |
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| Uma foto tirada à minha ida para Mannar, aquando das inundações um pouco por todo o País. |
| Uma visita a uma fábrica de chá. Aqui o primeiro passo a que estas folhas de chá são submetidas no seu longo e complexo processo de tratamento: algumas horas com um forte fluxo de ar vindo de baixo. |
| As folhas de chá são comprado pela fábrica a centenas de pequenos agricultores que vivem nas redondezas |
| O Sri Lanka é famoso pela quantidade de chá que exporta um pouco para todo o mundo. |
Numa outra visita surpreendemos uma cobra a matar e a devorar um lagarto
(que parecia ser maior do que ela e do que a sua boca). O disfarce natural
da cobra parece ser perfeito, já que a sua cabeça se confunde com uma folha
(e a sua pele muda de cor conforme a situação onde está). O VÍDEO não é
recomendado para pessoas impressionáveis...
| Em casa tentamos ter algum exercício físico regular: alguns optam habitualmente pelo badminton. |
| Um dos comentários habituais dos que jogam: lá fora pode ser diferente mas "inside these lines, no mercy...". |
sábado, 12 de janeiro de 2013
Em Mannar
Cheguei há dois dias de Mannar (uma cidade do noroeste do Sri Lanka, bem perto da Índia), onde estive com um outro Jesuíta durante três semanas a trabalhar num lar de idosos. A população desta zona do País é quase exclusivamente tamil.
No mapa seguinte encontra-se o local exacto onde estive (carregando no botão "+" do lado esquerdo pode fazer-se o zoom-in da imagem).
No mapa seguinte encontra-se o local exacto onde estive (carregando no botão "+" do lado esquerdo pode fazer-se o zoom-in da imagem).
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| Entrada do Lar de Idosos: a placa parece ser suficientemente elucidativa (pelo menos para quem sabe ler tamil). |
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| Felizmente no verso da placa encontra-se a sua tradução, escrita numa língua e alfabeto mais acessível para mim. |
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| No lar vivem cerca de 60 idosos. Aqui à entrada de uma das camaratas. |
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| Muitos dos idosos deste lar tiveram de deixar as suas terras e perderam o pouco que tinham por causa da guerra civil do Sri Lanka (que terminou em 2009). |
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| Para além de calças, os homens do Sri Lanka (e da Índia) usam muitas vezes um pano preso à volta da cintura. |
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| A comunicação (verbal) com a maior parte dos idosos não foi fácil já que apenas dois ou três falavam inglês. |
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| A prepararmo-nos para servir o almoço. |
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| Os padrões em uso neste lar serão provavelmente algo diferentes dos estipulados por exemplo por uma Comissão Europeia. Mas ainda assim os que podem viver neste lar vêem de facto uma grande melhoria nas suas condições de vida. Infelizmente não há vagas para todos os que pedem para ser recebidos. |
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| No dia antes da nossa partida preparámos uma pequena festa com alguns jogos. |
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| Corrida segurando levando na boca uma colher com um limão. |
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| O Lar é gerido pelas irmãs da Caridade (não as da Madre Teresa de Calcutá mas de uma outra Congregação semelhante). |
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| A Festa de Natal apresentada pela Paróquia onde estávamos. Aqui uma canção era apresentada por crianças. |
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| Uma peça de Natal apresentada por outras crianças. Aqui a anunciação do Anjo a Nossa Senhora (entretanto uma irmã ia traduzindo ao meu ouvido os diálogos). |
VÍDEO de parte de uma dança apresentada pelas crianças.
Uma dança de Boas Vindas apresentada por um conjunto de cinco raparigas da Paróquia. Ver através deste VÍDEO tirado do meu telemóvel não é claramente a mesma coisa do que estar lá e assistir ao vivo. Mas este pequeno extracto poderá talvez dar uma ideia da enorme beleza das danças típicas destas partes do mundo.
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